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Terapia de casal: 10 sinais de que chegou a hora de buscar ajuda

Uma das perguntas que mais aparecem quando falamos sobre terapia de casal é:
“Como saber se chegou a hora de procurar ajuda?”

Muitas pessoas acreditam que a terapia de casal deve ser considerada apenas quando o relacionamento está à beira do fim, depois de uma traição, diante de uma crise grave ou quando alguém já começou a pensar em separação. Mas essa é uma visão bastante limitada do processo terapêutico.

Na prática, talvez a pergunta mais importante não seja “nosso relacionamento está ruim o suficiente para precisar de terapia?”, mas sim:

“Estamos conseguindo resolver sozinhos aquilo que está acontecendo entre nós?”
Essa diferença parece pequena, mas muda completamente a maneira de compreender a terapia de casal.

O problema nem sempre é o conflito
Relacionamentos saudáveis também têm conflitos. Duas pessoas possuem histórias diferentes, expectativas diferentes, formas distintas de demonstrar afeto, necessidades emocionais e sexuais próprias e maneiras particulares de lidar com frustração, proximidade e autonomia.
Portanto, discordar não significa necessariamente que existe algo errado com a relação.
O que merece atenção é o padrão que o casal começa a construir em torno dessas diferenças.
Alguns casais conseguem conversar, discordar, reparar os danos emocionais e seguir adiante. Outros começam a repetir praticamente a mesma discussão, apenas mudando o assunto.
Hoje a briga é sobre dinheiro. Amanhã, sobre sexo. Depois, sobre os filhos, a família, o celular, a falta de atenção ou a divisão das tarefas.

Os assuntos parecem diferentes, mas emocionalmente a conversa pode ser sempre a mesma:
“Você não se importa comigo.”
“Tudo o que eu faço nunca é suficiente.”
“Você não me escuta.”
“Não adianta conversar com você.”
“Eu me sinto sozinho dentro desta relação.”

É justamente quando os conflitos começam a se transformar em padrões repetitivos de interação que a terapia de casal pode se tornar especialmente importante.
Quando vocês deixam de discutir o problema e passam a lutar um contra o outro

Um dos padrões bastante estudados na literatura sobre relacionamentos é chamado de demand-withdraw, ou padrão de demanda e afastamento.
Ele acontece quando uma pessoa tenta insistentemente conversar, cobrar uma resposta ou resolver determinado problema enquanto a outra evita, se fecha, muda de assunto ou se distancia.
Quanto mais uma cobra, mais a outra se afasta.
Quanto mais a outra se afasta, mais a primeira cobra.
E, depois de algum tempo, ninguém mais consegue identificar quem começou.

Estudos mostram associação entre esse tipo de interação e maior sofrimento e insatisfação conjugal. Uma pesquisa transcultural envolvendo participantes do Brasil, Itália, Taiwan e Estados Unidos encontrou associação positiva entre comunicação construtiva e satisfação no relacionamento e associação negativa entre padrões de demanda/afastamento e satisfação.
Pesquisas mais recentes mostram que esse padrão também merece atenção quando aparece na vida sexual do casal. Em um estudo com 151 casais, maior presença de demanda e afastamento durante conflitos sexuais esteve associada a menor satisfação sexual e relacional e maior sofrimento sexual. Além disso, foi relacionada a menor satisfação com o relacionamento 12 meses depois.
Isso nos ajuda a compreender algo importante: muitas vezes o problema não está apenas naquilo sobre o que o casal discute, mas na maneira como os dois aprenderam a se proteger emocionalmente durante o conflito.

A teoria do apego ajuda a compreender por que algumas brigas parecem nunca terminar
A Teoria do Apego, desenvolvida inicialmente por John Bowlby e posteriormente aplicada às relações amorosas adultas, oferece uma perspectiva muito interessante para compreender esses ciclos.
Em uma relação afetiva significativa, nosso parceiro não é apenas alguém com quem dividimos uma casa, tarefas ou projetos. Essa pessoa também pode ocupar um lugar importante de segurança emocional.
Por isso, situações aparentemente pequenas podem ativar medos muito maiores.
Uma demora para responder pode ser experimentada como rejeição.
A falta de iniciativa sexual pode ser interpretada como “você não me deseja mais”.
Uma crítica pode ser sentida como “eu nunca sou suficiente para você”.
O silêncio durante uma discussão pode ser percebido como abandono.
É nesse ponto que muitos casais começam a discutir não apenas sobre aquilo que aconteceu, mas sobre o significado emocional que atribuíram ao que aconteceu.

A Terapia Focada nas Emoções para Casais, desenvolvida a partir da teoria do apego, trabalha justamente com esses ciclos de interação e com as necessidades emocionais que existem por trás deles. Meta-análises e revisões de ensaios clínicos randomizados oferecem evidências de eficácia dessa abordagem para casais em sofrimento relacional.

Então, quais sinais indicam que pode ser hora de procurar terapia?
Não existe uma única regra.
Mas alguns sinais merecem atenção:
• vocês discutem repetidamente pelos mesmos motivos e nunca chegam a uma resolução;
• pequenas conversas rapidamente se transformam em grandes conflitos;
• um tenta conversar enquanto o outro constantemente se fecha ou evita;
• existe dificuldade de falar sobre sexo, desejo, frequência sexual, rejeição ou diferenças de interesse;
• carinho, intimidade e admiração diminuíram significativamente;
• vocês funcionam muito bem como administradores da casa, dos filhos e das responsabilidades, mas deixaram de funcionar como casal;
• existe ressentimento acumulado por acontecimentos que nunca foram verdadeiramente elaborados;
• houve uma quebra de confiança, como uma traição ou outro tipo de segredo importante;
• decisões sobre dinheiro, filhos, família, trabalho ou projetos de vida se transformaram em fontes permanentes de conflito;
• um ou ambos começaram a se sentir emocionalmente sozinhos dentro da relação;
• as conversas passaram a ser marcadas predominantemente por críticas, acusações, defensividade, hostilidade ou silêncio;
• a ideia de separação começou a aparecer com frequência, mesmo que nenhum dos dois tenha certeza de querer terminar.
Mas existe ainda outra possibilidade que considero fundamental: não é necessário esperar que nenhum desses sinais se torne grave.

Terapia de casal também pode ser preventiva
Um casal não precisa estar em crise para procurar terapia.
Momentos de transição podem ser excelentes oportunidades para esse trabalho: casamento, nascimento dos filhos, mudanças profissionais, dificuldades financeiras, mudanças na vida sexual, saída dos filhos de casa ou qualquer situação que exija uma reorganização significativa da relação.
A terapia pode ajudar o casal a compreender expectativas, negociar diferenças e desenvolver recursos antes que pequenos incômodos se transformem em ressentimentos crônicos.
Também vale corrigir uma informação frequentemente repetida quando se fala sobre esse assunto: a afirmação de que os casais esperariam, em média, seis anos antes de procurar terapia não encontra bom suporte científico. Um estudo publicado no Journal of Marital & Family Therapy encontrou intervalo médio de aproximadamente 2,7 anos entre o surgimento de problemas conjugais considerados sérios e a procura pela terapia de casal, sendo que a maioria procurou ajuda dentro dos primeiros dois anos.
Ainda assim, dois anos convivendo com um ciclo destrutivo podem representar muitas discussões, afastamentos e tentativas frustradas de resolução.
Por isso, esperar até que alguém diga “não sinto mais nada” talvez não seja a melhor estratégia.

O objetivo da terapia não é decidir quem está certo
Esse talvez seja um dos maiores equívocos sobre terapia de casal.
O terapeuta não deveria ocupar o lugar de juiz da relação, distribuindo culpa e determinando quem tem razão.
O trabalho é compreender o sistema relacional que o casal construiu.
Em vez de perguntar apenas “quem começou?”, interessa compreender:
O que acontece entre vocês quando um precisa do outro?
O que cada um faz quando se sente rejeitado, criticado, desvalorizado ou ameaçado?
Como o outro reage a isso?
E como essa reação alimenta novamente o comportamento do primeiro?
Quando o casal consegue enxergar esse ciclo, surge uma mudança importante: pouco a pouco, o parceiro deixa de ser percebido como o inimigo e o padrão relacional passa a ser o problema que os dois precisam enfrentar juntos.
Isso não significa retirar a responsabilidade individual. Cada pessoa continua responsável por suas escolhas, comportamentos e limites. Mas permite compreender como duas histórias individuais se encontram e constroem uma dinâmica que, muitas vezes, nenhum dos dois planejou conscientemente.

E quando existe traição?
A descoberta de uma infidelidade costuma provocar uma ruptura profunda na sensação de segurança da relação. Surgem perguntas, raiva, medo, necessidade de compreender detalhes, perda de confiança e, frequentemente, uma enorme ambivalência:
“Eu quero ir embora, mas ainda amo essa pessoa.”
Nessas situações, a terapia não precisa começar com a obrigação de salvar o casamento.
O primeiro objetivo pode ser criar condições para compreender o que aconteceu, elaborar o impacto da ruptura e permitir que decisões importantes sejam tomadas com maior clareza.
Alguns casais irão reconstruir a relação.
Outros perceberão que a separação é o caminho mais saudável.

A terapia de casal não existe para manter duas pessoas juntas a qualquer custo.
E quando somente um quer fazer terapia?
Isso também acontece com frequência.
Um parceiro percebe o problema e o outro acredita que “não é para tanto”, considera terapia desnecessária ou entende o convite como uma acusação.
Nesse momento, a forma como o assunto é apresentado faz diferença.
Há uma distância enorme entre dizer:
“Você precisa de terapia porque o problema é você.”
e dizer:
“Eu me importo com a nossa relação e sinto que não estamos conseguindo resolver algumas coisas sozinhos. Gostaria que tivéssemos ajuda para compreender o que está acontecendo entre nós.”

O segundo convite não procura um culpado. Ele reconhece que existe uma relação que precisa de cuidado.
Afinal, qual é o melhor momento?
Provavelmente antes do momento em que você imagina.
Não é necessário esperar uma traição.
Não é necessário esperar que a vida sexual desapareça.
Não é necessário esperar que as conversas se transformem em silêncio.
E certamente não é necessário esperar que alguém faça as malas para reconhecer que alguma coisa precisa mudar.
O melhor momento para buscar terapia de casal pode ser justamente aquele em que vocês percebem que ainda existe vínculo e desejo de construir algo juntos, mas as ferramentas que possuem já não estão sendo suficientes para resolver aquilo que se repete entre vocês.

Relacionamentos não se sustentam apenas porque duas pessoas se amam.
Eles também exigem habilidades.
Precisamos aprender a conversar, negociar diferenças, estabelecer limites, reparar feridas, lidar com frustrações, comunicar necessidades, construir intimidade e continuar reconhecendo quem somos individualmente dentro de um projeto compartilhado.
Curiosamente, estudamos para desenvolver quase todas as habilidades importantes da nossa vida. Estudamos para trabalhar, administrar empresas, cuidar do dinheiro, dirigir e exercer uma profissão.
Mas muitas pessoas entram em um relacionamento esperando simplesmente saber como fazê-lo funcionar.
E nem sempre sabemos.
Procurar terapia de casal não significa admitir que o relacionamento fracassou. Em muitos casos, significa perceber que aquela relação é importante demais para continuar repetindo os mesmos padrões sem tentar compreendê-los.

 

Referências bibliográficas

BEASLEY, C. C.; AGER, R. Emotionally Focused Couples Therapy: A Systematic Review of Its Effectiveness over the past 19 Years. Journal of Evidence-Based Social Work, v. 16, n. 2, p. 144-159, 2019. DOI: 10.1080/23761407.2018.1563013.

BOWLBY, J. Attachment and Loss: Vol. 1. Attachment. New York: Basic Books, 1969.

CHRISTENSEN, A.; ELDRIDGE, K.; CATTA-PRETA, A. B.; LIM, V. R.; SANTAGATA, R. Cross-cultural consistency of the demand/withdraw interaction pattern in couples. Journal of Marriage and Family, v. 68, n. 4, p. 1029-1044, 2006. DOI: 10.1111/j.1741-3737.2006.00311.x.

DOHERTY, W. J.; HARRIS, S. M. How long do people wait before seeking couples therapy? A research note. Journal of Marital and Family Therapy, 2021. DOI: 10.1111/jmft.12479.

ELDRIDGE, K. A.; SEVIER, M.; JONES, J.; ATKINS, D. C.; CHRISTENSEN, A. Demand-withdraw communication in severely distressed, moderately distressed, and nondistressed couples: rigidity and polarity during relationship and personal problem discussions. Journal of Family Psychology, v. 21, n. 2, p. 218-226, 2007.

GOTTMAN, J. M.; LEVENSON, R. W. The timing of divorce: predicting when a couple will divorce over a 14-year period. Journal of Marriage and Family, v. 62, n. 3, p. 737-745, 2000. DOI: 10.1111/j.1741-3737.2000.00737.x.

RATHGEBER, M.; BÜRKNER, P. C.; SCHILLER, E. M.; HOLLING, H. The efficacy of Emotionally Focused Couples Therapy and Behavioral Couples Therapy: a meta-analysis. Journal of Marital and Family Therapy, v. 45, n. 3, p. 447-463, 2019. DOI: 10.1111/jmft.12336.

ROSEN, N. O.; DUBÉ, J. P.; BOSISIO, M.; BERGERON, S. Do demand-withdrawal communication patterns during sexual conflict predict couples’ relationship satisfaction, sexual satisfaction, and sexual distress? An observational and prospective study. The Journal of Sex Research, v. 62, n. 5, p. 787-799, 2025. DOI: 10.1080/00224499.2024.2386997.

Relacionamentos também se aprendem.

Se você percebe que está repetindo os mesmos conflitos, se afastando de quem ama ou simplesmente sente que sua relação poderia ser mais saudável, não precisa esperar chegar ao limite para buscar ajuda.

Cuidar da relação também é uma escolha.

Renata Lutz
Relacionamentos • Sexualidade • Terapia de Casal

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Divórcio Cinza: Quando o Fim Chega na Maturidade

Divórcio Cinza: Quando o Fim Chega na Maturidade
O divórcio cinza, ou gray divorce, é um fenômeno que vem crescendo silenciosamente nas últimas décadas: casais com mais de 50 anos decidindo pela separação, após anos ou até décadas de relacionamento. Esse movimento chama a atenção não apenas pelos números, mas pelo impacto emocional, social e psicológico que carrega.
Falar sobre o divórcio na maturidade é tocar em um tema delicado, que envolve perdas, redefinições de identidade e novas possibilidades de vida. Este texto é um convite à reflexão, acolhendo quem está vivendo esse momento e oferecendo caminhos para compreender essa transição.
Por que o divórcio cinza acontece?
As causas são múltiplas e complexas. Diferente dos divórcios que ocorrem em fases mais precoces da vida, marcados por conflitos intensos ou incompatibilidades explícitas, o divórcio na maturidade muitas vezes surge do silêncio, da desconexão afetiva construída ao longo do tempo.
Entre as principais causas, destacam-se:
Redefinição de papéis: após a saída dos filhos de casa, o casal se vê sem o papel parental predominante, enfrentando um “vazio do ninho” que pode escancarar distâncias emocionais antes disfarçadas pela rotina.

Mudanças individuais: o aumento da expectativa de vida e o desejo de realização pessoal fazem com que muitos repensem suas escolhas, buscando experiências que antes foram adiadas.

Autonomia financeira da mulher: pesquisas indicam que o crescimento da independência econômica feminina influencia diretamente no aumento do divórcio entre mulheres mais velhas (Brown & Lin, 2012).

Maior aceitação social do divórcio: a diminuição do estigma social e religioso associado à separação encoraja casais a romperem relações insatisfatórias, mesmo após muitos anos.
Quais as consequências do divórcio na maturidade?
Apesar de, em muitos casos, representar uma libertação, o divórcio cinza é um processo desafiador e, por vezes, solitário. As consequências mais comuns incluem:
• Impactos emocionais: sentimentos de fracasso, medo da solidão e inseguranças quanto à capacidade de recomeçar são frequentes.

• Desafios financeiros: readequar o padrão de vida, renegociar bens e direitos previdenciários podem ser fontes significativas de estresse (Lin et al., 2018).

• Reconfiguração dos laços sociais: muitos percebem uma mudança na rede de apoio, já que grande parte das amizades se constituiu no contexto da vida conjugal.

• Saúde mental: estudos apontam maior risco de depressão e ansiedade após o divórcio na maturidade, especialmente entre homens que, culturalmente, tendem a ter menos redes de apoio emocional (Umberson et al., 2014).
Como enfrentar essa fase?
Embora seja um processo doloroso, o divórcio cinza também pode ser uma oportunidade de crescimento, autonomia e autoconhecimento. Algumas orientações podem ajudar:
• Permita-se viver o luto: o fim de um relacionamento longo demanda tempo de elaboração. Não se cobre por “superar” rapidamente.

• Busque apoio emocional: terapias individuais ou grupos de apoio podem ser fundamentais para processar sentimentos e construir novos projetos de vida.

• Reconstrua a identidade: redescobrir gostos, investir em hobbies, retomar sonhos antigos pode ajudar a ressignificar a experiência.

• Cuide da saúde financeira: planejar as finanças de forma consciente pode reduzir ansiedades e garantir segurança para esse novo ciclo.

• Fortaleça a rede social: valorize amizades, familiares e novas conexões que podem surgir a partir de interesses compartilhados.
Um novo começo é possível
O divórcio cinza não é apenas sobre o fim de um casamento, mas sobre o começo de uma nova etapa de vida. Embora envolva dor e desafios, também pode abrir espaço para uma existência mais alinhada aos desejos e necessidades atuais.
Cada história é única, e cada pessoa merece viver essa transição com respeito, acolhimento e esperança. Como disse Carl Jung, “não somos o que nos aconteceu, somos o que escolhemos nos tornar”.
Que esse texto possa ser um abraço e um convite para olhar para si com compaixão e coragem.

Referências:
Brown, S. L., & Lin, I. F. (2012). The gray divorce revolution: Rising divorce among middle-aged and older adults, 1990–2010. Journals of Gerontology Series B: Psychological Sciences and Social Sciences, 67(6), 731-741.
Lin, I. F., Brown, S. L., & Wright, M. R. (2018). The gray divorce revolution: Financial and health consequences for older women and men. Journals of Gerontology: Series B, 73(6), 1134-1143.
Umberson, D., Thomeer, M. B., & Williams, K. (2014). Family status and mental health: Recent advances and future directions. Handbook of the Sociology of Mental Health, 405-431.

Renata Lutz | Terapeuta
Pós-graduada em Terapeuta Sexual
Pós-graduada em Terapeuta de Casal
Especialista em Sexualidade Humana
@renata_lutz – Whatsapp (11) 99919 0979

Entender a forma que o outro expressa o amor pode mudar o seu relacionamento!

 

No livro “As 5 Linguagens do Amor”, de Gary Chapman, apresenta a ideia de que cada pessoa expressa e recebe amor de maneira diferente. Compreender a linguagem do amor do parceiro é essencial para fortalecer os relacionamentos e evitar conflitos desnecessários.

São cinco principais formas de demonstrar e perceber o amor: palavras de afirmação, tempo de qualidade, presentes, atos de serviço e toque físico.

A primeira linguagem do amor, “Palavras de Afirmação”, consiste no uso de elogios, palavras encorajadoras e declarações verbais para expressar carinho. Para aqueles cuja principal linguagem é essa, ouvir frases como “eu te amo”, “estou orgulhoso de você” ou “você é muito especial para mim” é fundamental para se sentirem amados e valorizados.

A segunda linguagem, “Tempo de Qualidade”, envolve dedicar atenção total ao parceiro, sem distrações. Passar tempo juntos significa compartilhar momentos significativos, como uma conversa atenta, passeios ou atividades conjuntas. O que importa não é a quantidade de tempo, mas a qualidade da interação.

A terceira linguagem, “Presentes”, refere-se ao ato de dar e receber presentes como demonstração de amor. Para essas pessoas, o valor do presente não está no custo, mas no simbolismo e no esforço envolvido na escolha. Um pequeno gesto, como uma carta escrita à mão ou um objeto significativo, pode transmitir muito carinho.

A quarta linguagem, “Atos de Serviço”, consiste em expressar amor por meio de ações. Pequenos gestos, como preparar uma refeição, ajudar com tarefas domésticas ou oferecer apoio em momentos difíceis, fazem com que a pessoa se sinta amada e cuidada. Para aqueles que valorizam essa linguagem, ações falam mais alto do que palavras.

Por fim, a quinta linguagem, “Toque Físico”, representa a necessidade de contato físico para se sentir amado. Isso inclui abraços, beijos, carícias e qualquer forma de toque que demonstre afeto. Para quem tem essa linguagem como prioridade, a proximidade física é essencial para criar e manter um vínculo emocional forte.

Muitas dificuldades nos relacionamentos surgem quando os parceiros não falam a mesma linguagem do amor. Por isso, identificar e compreender a linguagem predominante do parceiro pode melhorar a comunicação e fortalecer a relação. Este livro sem dúvidas é um guia prático para ajudar os casais a desenvolverem conexões mais saudáveis e satisfatórias, promovendo um amor duradouro e significativo.

Renata Lutz | Terapeuta
Pós-graduada em Terapeuta Sexual
Pós-graduada em Terapeuta de Casal
Especialista em Sexualidade Humana
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Como construir relacionamentos saudáveis

Como Construir Relacionamentos Saudáveis

Construir um relacionamento saudável não é uma tarefa fácil, e quando a dependência emocional está presente nesta relação tudo isso pode se tornar uma experiência desgastante e prejudicial que pode deixar marcas e traumas na vida.

Com base em atendimentos clínicos de terapia de casal, quero te convidar a refletir comigo nas diferenças entre um relacionamento saudável e um relacionamento tóxico e abusivo.

Todos os conceitos aqui descritos são embasados em livros técnicos e artigos reconhecidos cientificamente. E tudo isso para que cada vez mais, como Terapeuta de Casais eu possa ajudar as pessoas na construção de relacionamentos saudáveis, onde o amor e o respeito sejam bases para uma relação com o foco no crescimento e a felicidade de ambos.

O Que é Dependência Emocional?

A dependência emocional vai se instalando no relacionamento de forma sutil e progressiva, tudo que no início parece um cuidado, um carinho, aos poucos vai se traduzindo como a sensação de incapacidade de ser feliz sem o seu parceiro.

Neste momento relacionamento deixa de ser uma escolha e passa a ser uma necessidade desesperada de ter a pessoa o tempo todo sob controle.

O medo de perder este relacionamento se torna constante na vida da pessoa e para não serem abandonadas, começam a deixar de lado a sua própria individualidade para viver a vida do parceiro, colocando o relacionamento acima de tudo. Como consequência podemos destacar que a pessoa se afasta de amigos e familiares, passa a ter um comportamento submisso, que reflete a baixa autoestima e permanecem no relacionamento pelo simples medo da solidão.
E esta situação não traduz um amor verdadeiro, e sim um apego excessivo que domina a vida da pessoa, e aos poucos destrói a própria identidade.

Autoconhecimento e Autoestima

Cuidar de si é o primeiro passo para não viver relacionamentos abusivos, e para isso desenvolver o seu autoconhecimento por meio de terapia pode ser um fator determinante.

Independente de estar em um relacionamento, você deve se sentir bem com você, saber o que é importante na sua vida, o que você gosta de fazer e ter bem claro os seus limites e valores. Quando você tem este autoconhecimento, não vai depender do outro para ser feliz e se sentir completa.

Não aceite menos do que você merece, o relacionamento deve ser uma troca equilibrada, quando você depende emocionalmente do outro, se submete à situações de desrespeito, violência, infidelidade e manipulação pelo simples fato de ter medo de ficar sozinha e estar tão fragilizada emocionalmente que acaba validando a manipulação do outro que se fortalece cada vez mais.

O outro não pode simplesmente dominar a sua vida, o seu jeito de vestir, ou o seu comportamento, respeite o que é importante para você, respeite a sua história e defenda o seu ponto de vista, afinal você tem uma vida, uma história antes deste relacionamento e isso faz parte de quem você é. Nunca se anule por ninguém, certamente você vai se arrepender disso no futuro.

Relacionamento deve ser bom!

Partindo do princípio de que o relacionamento afetivo é uma escolha, devemos estar cientes que podemos escolher o que é bom para a nossa vida, o amor não pode se basear em medo, submissão ou falta de respeito e liberdade. Mesmo vivendo um relacionamento afetivo, você não pode simplesmente ignorar a sua identidade e viver a vida do outro.

Se você se identificou com este texto e percebeu que está vivendo uma dependência emocional, tome as rédeas da sua vida e busque ajuda!

Cuide das suas fragilidades e se fortaleça para conseguir mudar a sua vida, neste caso a terapia pode te ajudar com a sua autoestima e o autoconhecimento e assim você conseguirá tomar as decisões mais assertivas para sair deste ciclo de dependência emocional.

Estou aqui para te ajudar neste processo!
Me conta se gostou e deixe seu comentário!

Renata Lutz | Terapeuta
Pós-graduada em Terapeuta Sexual
Pós-graduada em Terapeuta de Casal
Especialista em Sexualidade Humana
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